
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA 00ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA CIDADE (PP)
PROPÓSITO DESTE ARRAZOADO
(a) Quesitos para perícia médica psiquiátrica (aposentadoria por invalidez)
Ação Previdenciária – Aposentadoria por Invalidez
Processo nº. 09876543-21.2025.8.26.03000
Autora: Ana Lúcia Ferreira
Ré: Instituto Nacional do Seguro Social – INSS
Intermediada por seu mandatário ao final firmado, comparece, com o devido respeito à presença de Vossa Excelência, Ana Lúcia Ferreira, já qualificada na peça vestibular, para, com fundamento no art. 465, § 1º, do Código de Processo Civil, dentro do prazo legal, apresentar seus
QUESITOS À PERÍCIA MÉDICA PSIQUIÁTRICA
em atendimento ao despacho que determinou a realização de perícia médica psiquiátrica para apuração da incapacidade laborativa decorrente de esquizofrenia, com o objetivo de comprovar a manutenção da incapacidade total e permanente, justificando o restabelecimento da aposentadoria por invalidez, nos termos dos arts. 42 e 151 da Lei nº 8.213/1991, art. 201, inciso I, da Constituição Federal, e Portaria Interministerial MTP/MS nº 22/2022.
1 – INDICAÇÃO DO ASSISTENTE TÉCNICO
Cumpre-nos, inicialmente, indicar o assistente técnico:
Dra. Sofia da Silva, médica pquiátrica, solteira, com endereço profissional sito na Avenida das Palmeiras, nº. 789, São Fictício/SP, com endereço eletrônico sofia@ortopediapericial.com.br, telefone (11) 7777-6666, inscrita no CPF(MF) sob o nº 444.555.666-77 e no CRM/SP sob o nº 1SP123456.

2 – QUESITOS À PERÍCIA
Considerando os pontos controvertidos fixados na decisão judicial, a Autora, buscando comprovar a incapacidade total e permanente decorrente de esquizofrenia, formula os seguintes quesitos à perícia, com o objetivo de atender aos requisitos da Lei nº 8.213/1991, da Portaria Interministerial MTP/MS nº 22/2022.
2.1 – Diagnóstico da Esquizofrenia
2.1.1. A Autora apresenta transtorno mental grave, como esquizofrenia, conforme art. 151 da Lei nº 8.213/1991 e Portaria Interministerial MTP/MS nº 22/2022? Especificar o diagnóstico com base na CID-10 (ex.: F20).
2.1.2. Qual a gravidade dos sintomas psicóticos (ex.: delírios, alucinações, desorganização do pensamento)? Classificar segundo critérios do DSM-5.
2.1.3. Há comorbidades psiquiátricas (ex.: transtorno depressivo, ansiedade) ou neurológicas (ex.: epilepsia) que agravam o quadro? Detalhar.
2.1.4. Foram realizados testes psicométricos (ex.: PANSS, Escala de Avaliação de Esquizofrenia) que confirmem o diagnóstico? Descrever resultados.
2.1.5. Os sintomas relatados na inicial (ex.: isolamento social, crises psicóticas) são consistentes com os achados clínicos? Há inconsistências?
2.2 – Incapacidade Laborativa
2.2.1. A esquizofrenia gera incapacidade total e permanente para qualquer atividade laborativa, justificando a aposentadoria por invalidez, conforme art. 42 da Lei nº 8.213/1991? Justificar.
2.2.2. A doença impede o desempenho da atividade habitual da Autora (ex.: auxiliar de produção)? Detalhar limitações (ex.: concentração, interação social).
2.2.3. A Autora é suscetível de reabilitação profissional, considerando a gravidade da esquizofrenia e suas condições pessoais (ex.: idade, escolaridade)? Opinar.
2.2.4. Os sintomas psicóticos comprometem a capacidade de adaptação a novas funções laborativas? Especificar.
2.2.5. A manutenção do quadro clínico após a cessação do benefício (30/11/2221) indica continuidade da incapacidade? Justificar.

2.3 – Data de Início da Incapacidade (DII)
2.3.1. Qual a data estimada para o início da incapacidade laborativa (DII), com base em exames, relatórios médicos e histórico? Justificar.
2.3.2. A DII coincide com ou é posterior à filiação da Autora ao RGPS (01/01/2010)? Confirmar com o CNIS.
2.3.3. A esquizofrenia era preexistente à filiação? Se sim, houve agravamento após a filiação que justificasse a incapacidade? Detalhar.
2.3.4. A cessação administrativa do benefício em 30/11/2221 foi justificada por melhora clínica? Analisar laudos do INSS (mov. 1.6).
2.3.5. A progressão da esquizofrenia após a cessação comprova a permanência da incapacidade? Especificar com base na história clínica.
2.4 – Dispensa de Carência
2.4.1. A esquizofrenia da Autora enquadra-se como transtorno mental grave, dispensando a carência, conforme art. 151 da Lei nº 8.213/1991 e Portaria Interministerial MTP/MS nº 22/2022? Justificar.
2.4.2. A gravidade dos sintomas (ex.: alienação mental, crises psicóticas) reforça a dispensa de carência? Detalhar.
2.4.3. Há registros médicos que confirmem a esquizofrenia após a filiação ao RGPS, isentando a carência? Anexar laudos.
2.4.4. A ausência de contribuições suficientes é irrelevante devido à dispensa de carência para transtornos mentais graves? Opinar.
2.4.5. A esquizofrenia foi diagnosticada antes ou após o início dos sintomas incapacitantes? Especificar cronologia.
2.5 – Qualidade de Segurada
2.5.1. A Autora mantinha a qualidade de segurada na data da cessação do benefício (30/11/2221), conforme art. 15, inciso II, da Lei nº 8.213/1991? Confirmar com o CNIS.
2.5.2. A Autora esteve em gozo de benefício (aposentadoria por invalidez) até 30/11/2221, mantendo a qualidade de segurada sem limite de prazo? Verificar.
2.5.3. A ausência de contribuições após a cessação compromete a qualidade de segurada, considerando o período de graça? Especificar.
2.5.4. A filiação ao RGPS ocorreu antes do surgimento da esquizofrenia? Confirmar com registros médicos.
2.5.5. A continuidade dos sintomas após a cessação reforça a manutenção da qualidade de segurada? Justificar.
2.6 – Documentação Médica
2.6.1. Os documentos médicos apresentados (ex.: atestados, relatórios psiquiátricos, ID 123456789) confirmam a esquizofrenia e a incapacidade? Há lacunas?
2.6.2. Há registros de internações psiquiátricas, crises psicóticas ou tratamentos intensivos que comprovem a gravidade? Detalhar.
2.6.3. Os laudos médicos indicam progressão da esquizofrenia após a cessação do benefício? Especificar.
2.6.4. A ausência de laudos contemporâneos à cessação compromete a comprovação da incapacidade? Justificar.
2.6.5. Os atestados apresentados foram emitidos por psiquiatra habilitado, conforme registro no CRM/SP? Verificar.
2.7 – Metodologia da Perícia
2.7.1. Quais procedimentos foram realizados na perícia (ex.: entrevista clínica, testes psicométricos, análise documental)? Detalhar a metodologia.
2.7.2. O perito utilizou protocolos reconhecidos (ex.: DSM-5, PANSS, diretrizes da Associação Brasileira de Psiquiatria) para avaliar a esquizofrenia? Especificar.
2.7.3. A perícia considerou os documentos médicos e relatos da Autora (mov. 1.5 a 1.8)? Como influenciaram a análise?
2.7.4. Foram consultados familiares ou curadores para esclarecer o impacto da esquizofrenia na vida da Autora? Detalhar.
2.7.5. A perícia incluiu avaliação biopsicossocial, conforme art. 2º, § 1º, da Lei nº 13.146/2015, para confirmar a incapacidade?
2.8 – Conclusão Pericial
2.8.1. Com base na avaliação psiquiátrica, pode o perito afirmar que a Autora apresenta esquizofrenia com incapacidade total e permanente, nos termos do art. 42 da Lei nº 8.213/1991? Justificar.
2.8.2. A perícia conclui que a cessação do benefício em 30/11/2221 foi indevida, considerando a continuidade da incapacidade? Detalhar.
2.8.3. A gravidade da esquizofrenia impede a reabilitação profissional, conforme Portaria Interministerial MTP/MS nº 22/2022? Especificar.
2.8.4. Há recomendações (ex.: novos exames, consulta a especialista) para confirmar a incapacidade?
2.8.5. A análise corrobora o direito da Autora ao restabelecimento da aposentadoria por invalidez, com dispensa de carência? Justificar.
Respeitosamente, pede deferimento.
Cidade (PP), 00 de abril de 0000.