Trabalhista Reforma Trabalhista

Modelo de Quesitos à Perícia Médica Trabalhista – Doença Ocupacional Ortopédica

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Modelo de petição com quesitos à perícia médica em reclamação trabalhista por doença ocupacional (LER/DORT, Novo CPC art. 465). Com doutrina, jurisprudência. Grátis, baixe já! Líder desde 2008 – Petições Online®

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Autor Petições Online® - Quesitos Perícia Médica Trabalhista

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 00ª VARA DO TRABALHO DA CIDADE (PP)

 

 

 

PROPÓSITO DESTE ARRAZOADO

(a) Quesitos para perícia médica ortopédica (doença ocupacional)

 

 

Reclamação Trabalhista

Processo nº. 09876543-21.2025.8.26.03000

Reclamante: Ana Maria de Oliveira

Reclamada: Empresa Delta Ltda e outros

 

                                      Intermediada por seu mandatário ao final firmado, comparece, com o devido respeito à presença de Vossa Excelência, Ana Maria de Oliveira, já qualificada na peça vestibular, para, com fundamento no art. 465, § 1º, do Código de Processo Civil, aplicado supletivamente ao processo do trabalho (art. 769 da CLT), dentro do prazo legal, apresentar seus

QUESITOS À PERÍCIA ORTOPÉDICA

em atendimento ao despacho saneador próximo passado, com o objetivo de comprovar os fatos alegados pela Reclamante, mormente a existência de doença ocupacional (LER/DORT e correlatas), o nexo causal com as condições laborais e a incapacidade resultante, para fins de indenização.

 

1 – INDICAÇÃO DO ASSISTENTE TÉCNICO

 

                                      Cumpre-nos, inicialmente, indicar o assistente técnico:

 

Dra. Sofia da Silva, médica ortopedista, solteira, com endereço profissional sito na Avenida das Palmeiras, nº. 789, São Fictício/SP, com endereço eletrônico sofia@ortopediapericial.com.br, telefone (11) 7777-6666, inscrita no CPF(MF) sob o nº 444.555.666-77 e no CRM/SP sob o nº 1SP123456.

 

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2 – QUESITOS AO PERITO

                                   

                                      Considerando os pontos controvertidos fixados na decisão judicial, a Reclamante, buscando demonstrar a ocorrência de doença ocupacional e sua relação com o trabalho, formula os seguintes quesitos à perícia, com o objetivo de apurar o diagnóstico, o nexo causal e o grau de incapacidade.

 

2.1. Quanto ao diagnóstico ortopédico 

2.1.1. A autora apresenta alguma patologia ortopédica, como LER/DORT, epicondilite lateral, síndrome do túnel do carpo, tendinite ou outras? Em caso afirmativo, qual o diagnóstico, com base na CID-10?

2.1.2. Quando a patologia teve início, com base em registros médicos, exames ou relatos da autora? É possível estimar a data aproximada?

2.1.3. A condição ortopédica é de origem ocupacional, degenerativa, traumática ou mista? Detalhar os fatores etiológicos.

2.1.4. A autora apresenta comorbidades ortopédicas ou não ortopédicas (ex.: espondilite anquilosante, retocolite ulcerativa) que influenciem o quadro diagnosticado? Em que medida?

2.1.5. A autora está em tratamento ortopédico atual (ex.: medicamentos, fisioterapia, cirurgia)? Qual o grau de adesão e a resposta clínica?

 

2.2. Sobre o nexo causal com o trabalho

2.2.1. Existe nexo causal ou concausal entre as atividades laborais da autora (ex.: digitação, movimentos repetitivos, transporte de pesos) e a patologia ortopédica diagnosticada? Detalhar a relação.

2.2.2. As condições ergonômicas do trabalho (ex.: ausência de apoio de braço, posturas inadequadas, sobrecarga) contribuíram para o desenvolvimento ou agravamento da patologia? Como?

2.2.3. A autora realizava atividades com fatores biomecânicos de risco (ex.: repetição, força, posturas viciosas), conforme descrito na NR-17? Especificar os fatores e sua intensidade.

2.2.4. Há outros fatores não laborais (ex.: traumas, atividades esportivas, predisposição genética) que possam ter causado ou agravado a patologia? Em que medida?

2.2.5. A patologia ortopédica é compatível com os padrões de LER/DORT descritos na literatura médica para bancários? Justificar.

 

2.3. Sobre o grau de incapacidade laboral

2.3.1. A patologia ortopédica resulta em incapacidade laboral permanente ou temporária? É total ou parcial, e qual o percentual estimado de redução da capacidade?

2.3.2. A autora está incapacitada para exercer sua ocupação habitual de escriturária bancária? Há possibilidade de readaptação para outras funções no mesmo setor?

2.3.3. A incapacidade impede a autora de realizar atividades laborais em outras áreas compatíveis com sua formação e experiência? Detalhar limitações específicas.

2.3.4. A autora necessita de adaptações (ex.: redução de jornada, mudanças ergonômicas) para retornar ao trabalho? Especificar.

2.3.5. A incapacidade laboral foi reconhecida pelo INSS (ex.: auxílio-doença acidentário, aposentadoria por invalidez)? Como isso se relaciona com o quadro ortopédico?

 

2.4. Sobre limitações funcionais

2.4.1. A patologia ortopédica causa limitações funcionais (ex.: dor, redução de força, restrição de movimentos) nos membros superiores, coluna ou outras regiões? Detalhar o grau e a frequência.

2.4.2. A autora apresenta restrições para atividades que envolvam digitação, elevação de braços, transporte de pesos ou posturas prolongadas? Especificar o impacto em cada segmento anatômico.

2.4.3. A condição ortopédica afeta atividades cotidianas (ex.: higiene, alimentação, locomoção)? Em que medida?

2.4.4. A autora necessita de auxílios técnicos (ex.: órteses, cadeiras ergonômicas) ou tratamentos contínuos (ex.: fisioterapia, acupuntura) devido à patologia? Detalhar custos e periodicidade.

2.4.5. A patologia ortopédica contribui para quadros psicológicos (ex.: depressão, ansiedade) ou outras comorbidades? Como?

 

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2.5. Sobre a relação com condições ergonômicas

2.5.1. A ausência de facilitadores ergonômicos (ex.: apoio de braço, suporte de documentos, ajustes de mobiliário) no ambiente de trabalho da autora contribuiu para a patologia? Especificar.

2.5.2. A autora estava exposta a cargas biomecânicas excessivas (ex.: transporte de malotes, abastecimento de caixas eletrônicos)? Qual o impacto na patologia?

2.5.3. O perito pode correlacionar as conclusões da perícia ambiental (ex.: não conformidade com NR-17) com o desenvolvimento da patologia ortopédica? Como?

2.5.4. A frequência e intensidade das tarefas repetitivas realizadas pela autora (ex.: digitação, contagem de dinheiro) são compatíveis com o surgimento de LER/DORT? Justificar.

2.5.5. A empregadora implementou medidas preventivas (ex.: pausas, ginástica laboral, ajustes ergonômicos) para reduzir riscos ortopédicos? Essas medidas foram suficientes?

 

2.6. Sobre a documentação médica

2.6.1. Os prontuários, laudos e exames apresentados estão completos e em conformidade com as normas do Conselho Federal de Medicina? Há lacunas ou inconsistências?

2.6.2. Os registros médicos corroboram os relatos da autora sobre o início, evolução e impacto da patologia ortopédica? Detalhar divergências, se houver.

2.6.3. Foram realizados exames complementares (ex.: eletroneuromiografia, ressonância magnética) que confirmem o diagnóstico e o grau de incapacidade? Se não, por quê?

2.6.4. Há laudos de outros especialistas (ex.: reumatologista, neurologista) que complementem a análise ortopédica? Como foram considerados?

2.6.5. A ausência de documentação específica (ex.: exames recentes) compromete a avaliação pericial? Por que não foi solicitada sua complementação?

 

2.7. Sobre a metodologia da perícia

2.7.1. Quais procedimentos foram realizados durante a perícia (ex.: anamnese, exame físico, testes funcionais, análise documental)? Detalhar a metodologia empregada.

2.7.2. O perito utilizou escalas ou protocolos reconhecidos (ex.: AMA Guides, DASH) para avaliar o grau de incapacidade ortopédica? Especificar.

2.7.3. A perícia incluiu testes específicos para avaliar a funcionalidade dos membros superiores (ex.: força de preensão, amplitude de movimento)? Detalhar resultados.

2.7.4. Foram considerados os critérios da NR-17 e da literatura médica sobre LER/DORT na análise do nexo causal? Como?

2.7.5. A perícia considerou o contexto biopsicossocial da autora, conforme art. 2º da Lei nº 13.146/2015, ao avaliar limitações funcionais? Especificar.

 

2.8. Sobre a conclusão pericial

2.8.1. Com base na avaliação ortopédica, pode o perito afirmar que a autora apresenta doença ocupacional (ex.: LER/DORT) com nexo causal com o trabalho, gerando incapacidade laboral? Justificar.

2.8.2. Existem limitações na análise (ex.: falta de documentos, resistência da periciada) que comprometam a certeza do laudo? Especificar.

2.8.3. A perícia permite concluir se a patologia ortopédica justifica indenização por danos materiais e morais, nos termos do art. 950 do Código Civil? Detalhar.

2.8.4. Há recomendações específicas (ex.: novos exames, avaliação multiprofissional) para esclarecer os pontos controvertidos?

2.8.5. A análise corrobora a responsabilidade do empregador por negligência nas condições ergonômicas, nos termos do art. 7º, XXVIII, da Constituição Federal?

 

Respeitosamente, pede deferimento.

 

Cidade (PP), 00 de abril de 0000.

 

( ... )
Especificações Técnicas
Atualizada
Apr/2025
Há 399 dias
Páginas
5
Completas
Formato
Word
Editável (.docx)
Área
Trabalhista
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Jurisprudência
-
Atualizada
Doutrina
Contém doutrina qualificada
Tipo: Petição intermediária

Sobre Este Modelo

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Elaborada por Alberto Bezerra

Advogado com mais de 35 anos de atuação

Alberto Beaerra Advogado

Autor de diversas obras jurídicas de prática forense

Alberto Bezerra é advogado e professor, com mais de 35 anos de atuação na advocacia. Pós-graduado em Direito Empresarial pela PUC/SP e ex-professor de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC/CE). Possui ampla experiência na prática forense, com forte atuação nas áreas cível, penal e bancária, e é autor de obras jurídicas voltadas à aplicação prática do Direito.

Pós-Graduado pela PUC/SP 35+ Anos de Experiência
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