Modelo de Acordo de Dissolução de União Estável Com Partilha de Bens

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Trecho da petição

Modelo de petição com pedido de homologação de acordo extrajudicial para reconhecimento e dissolução de união estável, com pedido de partilha de bens

 

Modelo de Acordo de Reconhecimento de União Estável

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA          VARA DE FAMÍLIA DA CIDADE

 

 

 

  

 

 

 

 

                                               JOANA DAS QUANTAS, solteira, de prendas do lar, residente e domiciliada na Rua Y, nº. 0000, nesta Capital – CEP 11222-44, inscrita no CPF(MF) sob o nº. 333.222.111-44, com endereço eletrônico [email protected], por si, e representando (CPC, art. 71) KAROLINE DAS QUANTAS, menor impúbere, e, de outro lado, JOÃO DOS SANTOS, casado, bancário, residente e domiciliado na Rua Y, nº. 0000, em Cidade (PP) – CEP 11222-44, inscrito no CPF(MF) sob o nº. 444.333.222-11, endereço eletrônico [email protected], todos representados por seu único patrono – instrumento procuratório acostado –, esse com endereço eletrônico e profissional inserto na referida procuração, o qual, em obediência à diretriz fixada no art. 77, inc. V c/c art. 287, caput, um e outro do CPC, indica-o para as intimações que se fizerem necessárias, vem, com o devido respeito à presença de Vossa Excelência, almejando prevenir litígio, com suporte no art. 725, parágrafo único e art. 732 c/c art. 731, todos do Estatuto de Ritos c/c art. 840 do Código Civil, ofertar   

 

PEDIDO DE HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL

 

 

em decorrência das razões de fato e de direito, a seguir delineadas.

 

( I ) QUADRO FÁTICO

 

 

                        1.1. DA PROVA DA CONVIVÊNCIA MARITAL

 

                                                               A Autora conviveu maritalmente com o Réu no período compreendido de 00/11/2222 a 33/44/0000, sob o ângulo jurídico de união estável, período esse que colaborou firmemente na formação do patrimônio do casal.

 

                                               Da união nasceu a menor Karoline das Quantas, atualmente com 8 anos de idade, a qual registrada em nome do casal. (docs. 01)

 

                                               A Promovente e o Réu se conheceram nos idos de 00/11/2222, quando, meses depois, iniciaram o relacionamento.

 

                                               Sempre mantiveram um convívio de união estável, como se casados fossem, com afetividade mútua, demonstrando estabilidade no relacionamento e com propósito de uma vida em comum. Amolda-se ao que registra a Legislação Substantiva Civil. (CC, art. 1.723, caput)

 

                                               Assim, como casados fossem, frequentaram, durante anos, ambientes públicos, com passeios juntos. Assim se mostraram ao círculo de amizades e profissional, o que se destacada pelas fotos anexas. (docs. 02/18)

 

                                               Não bastasse isso, são os únicos sócios da empresa Xispa Fictícia Ltda, o que se observa do contrato social pertinente. (doc. 19)

 

                                               Nessa empresa, todos os empregados têm conhecimento da união entre ambos, sendo a Autora reconhecida por aqueles como “esposa” do Réu.

 

                                               O plano de saúde da Autora, e de sua filha, sempre foi custeado pelo Réu, inclusive lançando-os em sua declaração de Imposto de Renda. (docs. 20/24)

 

                                               Ademais, em todas as festas de aniversário da filha do casal o Réu se apresentou na qualidade de “marido” da Autora. A propósito, carreamos álbum de fotos (apenas para exemplificar) do aniversário da menor, quando completara 5 anos de idade. (docs. 25/32)

 

                                               Outrossim, todas as correspondências destinadas à Autora sempre foram direcionadas ao endereço de convivência mútua do casal, consoante prova anexa. (docs. 33/36)

 

                                               Autor e Réu adquiriram, onerosamente, durante a convivência os bens a seguir relacionados (docs. 37/47):

 

1 – Imóvel residencial sito na Rua X, nº 0000, em Curitiba(PR), local onde residiram, objeto da matrícula nº 112233, do Cartório de Registro de Imóveis da 00ª Zona;

 

2 – Uma fazenda situada no município ...., objeto da matrícula nº 0000, do Cartório de Registro de Imóveis da cidade de ....;

 

3 – Veículos de placas ....;

 

4 – Cota social da empresa Xista Ltda;

 

5 – todos os bens móveis que guarnecem a residência do casal;

 

6 – saldo na conta corrente nº 0000, da Ag. 1122, do Banco Zeta S/A, a qual de titularidade do Réu. (doc. 48)

 

                                              

                                               Desse modo, uma vez plenamente contatada a união estável entre as partes aqui postulantes, almeja-se, com isso, amigavelmente, homologar autocomposição extrajudicial, de sorte a reconhecer-se e dissolver-se a união estável.

 

( II ) CAUSA DE PEDIR

 

                                               Não resta qualquer dúvida, embora pela sumária prova dos fatos ora levados a efeito, que Autor e Réu viveram sob o regime de união estável. Sempre tiveram a firme intenção de viver publicamente como casados, dentro do que a doutrina chama de affectio maritalis.

 

                                               Em face disso, as partes acordaram reconhecer a união estável. Além disso, fazem concessões mútuas, especificam questões que tocam ao regime e a divisão de bens, alimentos e guarda da menor.

 

2.1. CONDIÇÕES GERAIS

 

 

                                               Visando-se evitarem-se dubiedades e, quiçá, futuro litígio decorrente desta composição, as partes discorrem cláusulas gerais as serem obedecidas, além de ofertarem considerações atinentes à pertinência desta avença, por isso convencionam-se que (CPC, art. 731):

 

( a ) inexiste litígio judicial, findo ou em andamento, tratando da união estável em espécie(CC, art. 850) e, ademais, ambos afirmam ser titular dos direitos aqui acertado;

 

( b ) declaram que assinaram o presente pacto sem nenhuma espécie de vício de consentimento, tais como coação, erro, dolo, simulação ou fraude, não restando, dessarte, qualquer reclamação quanto à liberdade de suas manifestações de vontade ora aduzidas neste termo de autocomposição (CC, art. 849);          

 

( c ) afirmam que reconhecem a união estável havida a partir de 00 de janeiro de 0000, declarando como dissolvida em 00 de março de 0000;

 

( d ) atestam o direito à meação dos bens descritos nesta peça vestibular, bens esses adquiridos onerosamente na constância da união estável, adotando-se, por conseguinte, o regime de comunhão parcial de bens (CC, art. 1.725). A divisão é entabulada da seguinte maneira:

 

( 1 ) para a mãe:

 

( 2 ) bens destinados ao pai:

 

( e ) a filha do casal terá como abrigo domiciliar o lar da mãe, ficando estabelecido como sendo esse a residência da infante (CC, art. 1.583, § 3º);

 

( f ) definem a guarda compartilhada da criança nos seguintes moldes:

 

1) finais de semana: todos os domingos ficam destinados à visita da filha ao pai, sendo de apanhá-los às 08:00h e deixá-los às 18:00h, onde a Autora indicar;

 

2) aniversário da menor: período da tarde, de 13:00h às 18:00h, com o pai e, a noite, com a mãe;

 

3) dia dos pais: Nessa data a menor ficará com o mesmo no período de 08:00h às 18:00h;

 

4) dia das mães: Caso essa data caia no dia de visita do pai, esse de já abdica este dia em prol de permanecer com sua mãe por todo o dia;

 

5) Natal: de 08:00h às 14:00h a menor ficará com o pai, o qual entregará a mãe nesse horário;

 

6) Ano novo: de 08:00h às 14:00h a menor ficará com o pai, o qual entregará a mãe nesse horário;

 

7) a mãe poderá facultar ao pai, em benefício da menor, que, em comum acordo, vislumbrem possibilidade da participação dos mesmos em conjunto em festas e comemorações com a filha, para, assim, sobretudo, evitar-se quaisquer constrangimentos à menor, que, em geral, busca a presença de ambos nessas ocasiões.

 

( g ) o pai arcará com o pagamento de pensão alimentícia mensal de 3(três) salários mínimos à Autora e, para a filha dos conviventes, 2(dois) salários mínimos, a ser pago até o dia 05 de cada mês por meio de depósito na conta corrente nº. 0000, Ag. 4455, do Banco Xista S/A. Esses valores destinam-se a cobrir, para ambas, gastos com alimentos, transporte, saúde, educação, vestuário e lazer;

 

( h ) em caso de atraso das parcelas de alimentos, incidirá multa convencional compenatória de 50%(cinquenta por cento) (CC, art. 847), além de juros moratórios de 1%(um por cento) ao mês e correção monetária a contar da data da parcela vencida;

 

( i ) as despesas processuais decorrentes do ajuizamento deste pedido de autocomposição serão suportados por ambas as partes, divididos em proporções iguais;

 

( j ) requer-se sejam feitas as averbações no registro civil e cartórios de registros imobiliários (CC, art. 10, inc. I e LRP, art. 129, § 1 º “a” e art. 167, inc. II, 14);

 

( l ) o comprovante do depósito realizado em conformidade com os termos do presente termo será considerado como recibo de quitação da respectiva obrigação ora assumida;

 

( m ) esta composição estabelece o acordo por definitivo entre as partes a respeito do seu objeto, revogando-se todos os entendimentos e acordos verbais feitos anteriormente entre as partes acordantes;

 

( n ) ao pai é dada a incumbência de ajuizar o presente pedido de autocomposição ao juízo desta Capital, ofertanto, para tanto, cópia fiel do presente acordo, o qual elaborado em 03 (três) vias de igual teor e forma, obrigando-se a reenviar uma via, protolizada, à representante legal da menor, que abaixo assina, informando as partes, desde já, que as pessoas que ora assinam o presente acordo têm plenos poderes para tanto. O atraso na protolização desta composição por prazo superior a 5(cinco) dias úteis, contado da sua assinatura, evidencia propósito da desistência tácita desta autocomposição extrajudicial.

 

( III ) INDICAÇÃO DA PROVIDÊNCIA JUDICIAL

             

                                               Assim, por corresponder à livre manifestação de suas vontades, ambas intermediadas por seu patrono que abaixo assina, o qual igualmente detem poderes expressos para transigir em juízo, as partes pedem (CPC, art. 720, in fine):

 

( a ) a HOMOLOGAÇÃO deste acordo extrajudicial, nos termos do art. 725, inc. VIII c/c art. 487, inc. III, “b”, ambos do Código de Processo Civil;

 

( b ) instar-se a manifestação do Ministério Público (CPC, art. 698 c/c art. 202, do ECA).

 

 

Protestam provar o alegado por todos os meios de provas admitidos em direito.

 

Dá-se à causa o valor de R$ 00.000,00 ( .x.x.x. ). (CPC, art. 292, inc. II)

 

Respeitosamente, pedem deferimento. 

 

Cidade, 00 de setembro de 0000. 

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Características deste modelo de petição
Autor da petição: Alberto Bezerra
Código da Petição: petition-2634
Número de páginas: 4
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